27/6/09
Viagens de bicicleta - 2
Dados da viagem
Duração total: 11 horas (09:10 – 20:10)
Tempo de ida: 4 horas (contando com pequenas paradas e passeio rápido no povoado Mäckenrode)
Passeio principal: 4 horas (lago Burgersee)
Tempo de volta: 3 horas (contando com passeio no castelo Burgerpresse com 1.000 anos de história)
Distância total: 62.38km
Tempo total pedalando: 4horas, 20minutos,10segundos
Velocidade média: 14.38
Velocidade máxima: 45.75
Trajeto: florestas com trilhas asfaltadas, de pedra ou de barro em mato fechado, fazendas, povoados, e um pouco de asfalto.
Arranhões na bicicleta: 3 no guidão, mas ela caiu sozinho, o pezinho falhou
Instrumentos indispensáveis: mapa e bússola
Arranhões em mim: vários (por causa do mato, além das picadas de mosquito)
Incidente: quando estava nadando, a partir de um cais de madeira, feito para isso, ou quando estava deitado no cais, não sei, o vento levou minha camisa ao lago, ela afundou e se perdeu para sempre, como um navio naufragado, e o pior é que eu gostava dela; quem sabe um dia eles explorem o fundo do lago e encontrem a camisa como ruína e parque para peixes. Resultado: as últimas 5 horas de passeio foram feitas sem camisa, ainda bem que resolveu esquentar finalmente.
Na viagem conheci uma menina muito bonita, e não aguentei, dei-lhe um beijo, mas na bochecha, espero que a Gabi não fique brava. Obs: veja a foto abaixo
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Entendendo Einstein pela poesia: sobre formigas e luzes
I
Grande e pequeno simultaneamente
Não há como o mundo ser
Não há como um somado a um
Resultar novamente em um
Não é possível as invenções humanas
Contrariarem a lógica desse mundo
Se o mundo é pequeno
É porque subtraímos seus espaços
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Já sabiam os físicos
A distância é relativa ao tempo
Não sabiam, entretanto
O alcance dessa verdade
Não apenas sente-se a distância
Pelo tempo
Mas as distâncias, os lugares
São infinitos mundos paralelos
Que entramos de acordo
Ao nosso modo de percorrer
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Não é que o tempo é relativo
É que o mundo se recria
Em acordo com o caminhar
Não é que podemos, hoje, irmos mais longe
Em mais lugares estarmos
Apenas cortamos do mundo, muitas partes
Eis a verdade,
A desmistificação de nosso tempo
De fato, diminuímos o mundo
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Não se engane
Se a ti parece que vais mais longe
Não, não vai
A distância é aquilo que tu percorre
E teus 10 passos, não podem ser vintes
E se você me disser eu fui mais longe
Eu te diria, você não passou
Por onde passei eu
Ah, o universo infinito é
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Quem diria
Somos tão poderosos
E nem sabíamos
Conseguimos apagar os espaços
Mas somos tão fracos
Um passo é sempre um passo
E não há nada a se fazer
Não há como, mais longe ir
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E não é isso maravilhoso?
E não é isso que nos permite fazer
A vida, sempre dádiva
Não é preciso, não se preocupe em longe ir
Apenas preocupemo-nos em caminhar
E onde iremos repousar
Nossos pés
O ruim é apenas
Não sentí-los
Nem caminhar, nem estar
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Ah, a sabedoria que não se pode perder
Precisamos do mundo,
Precisamos com ele nos engajar
E entrar no infinito que nosso mundo pode ser
Não, não estamos nos limitando
Estamos apenas exercendo nosso potencial
A única forma de ir longe
A única forma é viver, é estar
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E se te parece
Que é o foguete que vai longe
Pergunte-te,
Ele passou por onde você passou?
Pelos meus caminhos ele não passou
Se ele passa por lá, não passa por aqui
E se não para, por onde passou?
E se não passou, será que está parado?
A mim não há resto de dúvida
Eu vou, muito; Eu já fui
Tão mais longe que um foguete
Meus pés, meus olhos,
Meu coração e minha mente
E você? Passa parado?
Ou caminha estando?
-
Apenas, me incomodam, duas coisas
Um lugar sempre sem pessoas
(Ou pessoas sem lugar, os quais,
Em decorrência, sem pessoas, claro)
E, pessoas e lugares sem auto-determinação
É isso que você valoriza
Quando pensa em nossos tempos
E é isso que tanto está faltando
Mas essa é outra poesia
II
E era uma vez
Havia aquele que dava um passo
Como a formiga
E havia, aquele, que dava um passo
Como a luz
Em um passo da luz
A formiga deu todos os seus passos
Claro, e ela envelheceu
Deu muitos passos
Enquanto a luz deu apenas, em seu mundo
Um enorme passo
A formiga, olhando-lhe, dava milhares
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Mas qual a diferença,
Se o mundo é infinito?
A luz foi mais distante, será?
Ela não percorreu, a distância da formiga
Ela subtraiu o espaço,
Fez um buraco e saiu do outro lado
Em cada mundo paralelo, as medidas são sentidas
Com o passo
E no final, em um universo infinito
Não importa o que a distância parece ser
Importa apenas as paradas
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Para a luz, seu passo não foi rápido
Nem devagar
Foi tão demorado com um passo da formiga
Essa é a medida de seu passo
Mas para a formiga, olhando-lhe
Passava ela rápida, e enquanto sua perna se levantava
A formiga seus passos dava
Mas a luz não foi mais longe
Ela simplesmente
Não passou por onde a formiga passou
O universo é infinito
Não apenas porque se estende ao infinito,
Mas porque cada distância é em si infinita
Dependendo de o nosso caminhar
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E se você,
Caminhando mais rápido
Morre tão cedo como eu
Seu passo é tão devagar
Como o meu,
Você apenas, seu pé
Não sentiu
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Será que não há mais
Lugar para pisar?
Quem tenta acompanhar a luz
Pode apenas
Morrer sem sair do lugar




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